Archive | abril, 2013

Receita de danoninho (ou dessert for dummies)

30 abr

Enquanto não sou rica para fazer um curso de gastronomia, procuro receitas fáceis (bem fáceis) para me aventurar na cozinha.

Como vocês leram no post de ontem, nesse final de semana a Paulinha fez o Chá de Bebê da Joana, sua segunda filhota, que deve nascer daqui pouco mais de um mês (!!!).

E para ajudar a Paulinha e fazer parte deste momento mais do que especial, me ofereci para fazer o único doce que sei fazer além de brigadeiro de colher, que já tinha sido oferecido pela Eloá (as nossas quartas-feiras).

Trata-se um doce tão, mas TÃO fácil de fazer, que eu carinhosamente apelidei de “dessert for dummies”, ou “sobremesa para idiotas (na cozinha)”. A idiota (ou descoordenada), no caso, sou eu, ta? Você pode fazer o doce e fingir que foi bem difícil porque todos vão acreditar. No meu caso isso não seria possível porque todo mundo que me conhece sabe que minhas habilidades na cozinha resumem-se a ferver água e estourar pipoca no microondas.

Mas voltando à receita, é uma opção perfeita para servir em festinhas infantis, chás de bebê, panela e afins e até num aniversário adulto, por que não? Não conheço uma pessoa que não goste de danoninho (sem trocadilhos, por favor!!! hehehe).

Vamos lá para o passo a passo:

Ingredientes:

– 1 copo de iogurte natural integral
– 1 lata de creme de leite
– 1 caixa ou lata de leite condensado
– 3/4 de pacote de suco em pó de morango

20130429-193830.jpg

Modo de preparo:

1 – Coloque os ingredientes na ordem acima no liqüidificador.

2 – Bata até ficar homogêneo.

20130429-194047.jpg

3 – Sirva em potinhos de doce e cubra com as tampinhas dos potinhos ou com papel filme.

20130429-194149.jpg

4 – Coloque na geladeira e deixe gelar preferencialmente de um dia para o outro (para ficar com a consistência certa).

5 – Sirva geladinho!

Rende cerca de 22 potinhos de 40mL.

Pronto! Acabou! Fácil assim! Ridiculamente fácil, né? Eu sei! Mas é uma delícia, juro!

Dicas:

– Se você não gosta de doces muito doces, diminua o leite condensado e aumente o iogurte natural. Você também pode diminuir o suco artificial e acrescentar morangos frescos (mas aí complica porque tem que lavar os morangos e tirar as folhinhas, hahaha).

– Você também pode fazer sorvetinhos, colocando o doce em forminhas de gelo (com um palito em cada cubinho para poder servir depois).

– Esse doce funciona bem com outros sabores de suco também, como maracujá, limão etc. Vale até escolher o sabor do doce de acordo com a cor da decoração da festa!!!

E aí, gostou? Quando você testar a receita, não esqueça de vir aqui nos contar qual foi a repercussão!

Beijos doces e até a próxima semana!

Chá de bebê – Piquenique com joaninhas no jardim

29 abr

Enquanto não sou rica, busco alternativas pra fazer as coisinhas do jeito que quero sem gastar rios de dinheiro, como contei no post da semana passada.

Ontem foi o chá de bebê da minha segunda filha, a Joana, que deve chegar daqui um mês e pouco.

Pra poder fazer tudo como imaginei, fiz algumas coisas eu mesma, contei com a ajuda da mamãe e das amigas para outras, fui até o Ceasa comprar frutas, comprei as bebidas por atacado e contei com a ajuda de fornecedores ótimos e com preços justos!

Vejam abaixo algumas fotos de como ficou tudo prontinho e no final do post tem os contatos dos fornecedores que me atenderam super bem!

01

02

03

04

0506

07

08

09

10

11

12

13

14

15

Quem montou toda a decoração da festa foi minha amiga Luciana Bello, da Santinha do Pau Oco!

Os pães de mel personalizados foram feitos pela querida Gisele (pedmel@hotmail.com), os danoninhos caseiros foram presentes da Macé (nossas terças-feiras, que vai postar a receita amanhã) e os brigadeiros de colher, da Eloá (nossas quartas-feiras).

Os bolos doces e salgados são da Tradicional Bolos Caseiros, a Tatá já falou deles aqui!

Os lanchinhos, já nas cestas e embalados um a um, são da Panificadora Leão XIII.

As lembrancinhas, sabonetinhos em formato de joaninhas com cheirinho de pera, foram feitas pela Cris, da Aromas by Cris, que conheci no Elo7 e me atendeu super bem!

Pra lembrar, a papelaria comprei pelo Etsy, da Crafty Chic Studio.

Espero que tenham gostado!

Beijos e boa semana pra vocês!

Desabafo de mãe

26 abr

Enquanto não sou rica e não faço terapia, tento me resolver sozinha, ou em um papo entre amigas, ou em uma barra de chocolate.

Essa semana foi muito intensa, primeiro resfriado do bebê (é de partir o coração), algumas notícias boas, outras bem ruins. Muitas delas envolvendo filhos. Fiquei pensativa, divagando…então resolvi que o post dessa semana seria mais um desabafo.

Pensa numa pessoa que é apegada às coisas. Bom, essa sou eu. Ter que me desfazer de coisas como cartas, cadernos, agendas, calças jeans número 38 que eu juro que um dia vão voltar a me servir, revistas, bolsas que eu não vou mais usar e etc, pra mim, é uma tortura.

Algumas coisas nos trazem lembranças. De momentos bons, pessoas importantes, saudosas, de fases boas da vida.

Pois é. Desfazer-se das coisas pode significar, muitas vezes, seguir em frente. Ou apenas pode te fazer perceber que a vida está passando (rápido demais), que determinado momento já passou. Perceber que você está envelhecendo, que as coisas estão evoluindo, acontecendo, que o mundo não parou de girar.

Outras coisas, te dão um choque de realidade. Como é o caso da tal calça 38 que você quer guardar porque jura que vai voltar a caber dentro dela.

Desfazer-se, deixar pra trás, jogar fora. Está aí uma coisa que pode ser difícil para pessoas como eu. Não, eu não sou uma acumuladora! rs Acho que estou mais para uma saudosista. De fato não me tornei uma acumuladora porque eu acabo, eventualmente, me desfazendo das coisas. Mas eu sofro. Sofro um pequeno luto, só meu, lá no fundinho do meu peito. O desapego é doloroso para mim.

Não sei se é porque segui o conselho da minha mãe e não pulei fases (fui criança, brinquei bastante, fui mocinha, depois namorei, depois viajei, beijei muito na boca, depois estudei, casei, e aí vai…) e gosto de lembra-las, ou se é pura insegurança minha.

Mas todo esse papo de desapego é, na verdade, para falar de uma coisa boba, que acontece aqui em casa, a cada 6 meses, por enquanto. A cada semestre, em plena correria do dia-a-dia, eu abro as gavetas do armário do meu filho e retiro o que não lhe serve mais e coloco outras roupas, de acordo com a idade dele.

E daí, para um desavisado que esteja lendo este post, parece que sou mãe de um lindo rapaz de 16 anos. Mas meu pequeno tem apenas 15 (quase 16, vai…) meses!

E eu retardo esse acontecimento até onde consigo, insistindo em roupas tamanho 9 meses que não servem mais em um bebê de mais de 1 ano. Elas podem não lhe caber mais, mas eu gosto de deixa-las ali. Talvez caibam, quem sabe?

Até que esses dias eu parei pra pensar porque me incomoda tanto dobrar aquelas pequenas roupas e guarda-las em outro lugar (pausa para explicar porque não jogo fora, ou não dôo todas as roupas do meu bebê: porque pretendo ter mais filhos, e porque tenho sobrinho, filhos de amigas, enfim…guardo as roupas porque posso vir a usa-las novamente quando, e se, eu tiver outros filhos). Não é só porque eu me lembro exatamente do dia que comprei, porque eu ficava imaginando meu bebê dentro dela, imaginando a ocasião que ele usaria aquela roupinha, não é porque ela é de uma marca x, y ou z, que eu mesma nem tenho porque é muito cara, ou porque ganhei da minha vó, ou de algum tio que não está mais conosco… Não é por nada disso (bom, talvez um pouco disso, vai…).

Fiquei pensando que me incomodava dobrar aquelas roupas porque elas já estavam ficando pequenas. Como pode? Acabei de compra-las! Não faz nem sei-lá-quantos-anos! Como essas roupas diminuem rápido, meu Deus, como pode?? Que tecido ruim, encolhe! rs

É, as roupas de bebê encolhem muito rápido. Você mal chega da maternidade e elas começam a encolher. Como numa corrida louca contra o tempo, elas vão diminuindo, se perdendo, sem te dar chance de parar, respirar, observar, curtir.

Daí quando você se dá conta, bang! passaram-se longos 15 (quase 16) meses.

E daí você agradece não ter dado ouvido quando lhe diziam para não pegar tanto no colo, para deixar chorar, para não coloca-lo na sua cama, para não amamenta-lo até essa idade, para voltar a trabalhar freneticamente, para não mima-lo tanto…

Porque a realidade é que as roupas de bebê encolhem depressa demais. Quando você menos esperar, seu pequeno não vai mais querer seu colo, seus beijos em público, não vai querer mais andar de mãos dadas contigo, não vai mais querer viajar com você e nem mais dormir na sua casa!

Dobrar as roupas do bebê e perceber que elas não lhe cabem mais é perceber que ele está crescendo. Claro que isso é bom. Quem tem uma criança em casa sabe que cada dia é uma novidade. E acho que vai ser assim por um bom tempo… Mas é, também, a constatação de que o tempo está passando. Talvez, injustamente, rápido demais.

Pode parecer besteira, coisa de mãe boba, coisa de mãe de primeira viagem, sei lá… Não sei se com o meu filho, ou com os meus filhos, será, para mim, como as minhas agendas que não consigo jogar fora. Cheias de histórias, de memórias, lembranças. Folheio, de vez em quando, para matar a saudade e lembrar de coisas boas.

Quem nunca se pegou sentindo o cheiro de uma roupa, um objeto, que lhe trazia uma boa lembrança, uma memória feliz? Que mãe nunca desejou que seu filho dormisse e, quando ele dormiu, ficou lá, namorando, olhando, guardando ele dormir?

Pode parecer bobagem, mas eu me pergunto se um dia dobrarei as roupas e as guardarei sem dor no coração. Aquela dorzinha boa, de coisa boa, de saudade… Como será vê-lo arrumar suas coisas e sair para a faculdade, ou para casar-se?

Ou talvez o parar, respirar, observar, curtir, seja reservado somente aos avós. Porque normalmente a correria do dia-a-dia, as mil coisas para fazer ao mesmo tempo, o medo de errar, as culpas, tudo isso…não nos permite observar a leveza da maternidade. Seus detalhes mais doces.

Minha mãe sempre me diz que filho não vem com manual de instrução. Nem a maternidade. A gente vai aprendendo, com nossos erros e acertos, dia após dia.

Tudo bem, não tem manual. Eu entendo. Mas deveria vir escrito na caixa: “Cuidado, você nunca mais será a mesma pessoa. Perigo de amor excessivo”, ou algo assim. Vocês não acham?

Por isso, talvez seja necessário diminuir um pouco os passos e olhar para trás, contemplar o caminho percorrido para se dar conta do que já foi vivido. E perceber em pequenos gestos o quanto de felicidade está passando, bem ali, na nossa frente.

imagem da web - mamae e bebe

Um bom final de semana a todos e até semana que vem!

%d blogueiros gostam disto: