Archive | junho, 2013

Vem pra rua, Brasil!

21 jun

Enquanto não sou rica e desejo viver em um País melhor, aproveito meu espaço aqui no blog para fazer uma convocação: Vamos para as ruas! Saiam da zona de conforto de vocês! Não tenham medo! Muito menos preguiça, ou vergonha! Lutem por aquilo que vocês acreditam!

bandeira do Brasil

É exatamente como diz a canção de Geraldo Vandré:

“Vem vamos embora

Que esperar não é saber

Quem sabe faz a hora

Não espera acontecer”

Até algumas semanas atrás seria impensável que uma imensa massa de pessoas sairia às ruas, de vários setores da sociedade brasileira,  sem lideranças específicas, na luta pelos seus direitos.

Pode não haver uma concordância geral entre os manifestantes (sobre o que lutam), mas naquilo que eles igualmente concordam, não devem recuar.

É o momento de se indignar, também, pelo motivo do próximo. Esse próximo, amanhã, pode ser você. Pense nisso.

Vão sempre noticiar um número menor do que realmente é, sempre tentar desmoralizar a imagem, as ações, minimizar o que conquistaram até agora e banalizar seus ideais. Mas não perca a esperança. Continue.

Desconfie sempre da mídia. Qualquer mídia. Ela sempre te mostrará um lado. Se, de repente, passou a te mostrar os dois lados, desconfie mais ainda. Indague, instigue. Pense. Não deixe que pensem por você. Você vai ler muitos discursos entusiasmados e fanáticos por aí. Analise. Filtre informações.

A luta é contra um sistema. Mais ainda, lutamos pela re-inserção em um sistema do qual fomos completamente excluídos.

Exigimos uma mudança e um comprometimento contínuo nessa mudança.

As manifestações poderão te iludir, te deprimir, se dividir. Mas não caia no erro de desistir. Não faça discussões intermináveis, não desperdice força. Nós já vencemos. O povo já venceu. Já saiu da inércia embriagada que nos anestesiava por décadas e décadas! Nós começamos tudo isso e venceremos se continuarmos juntos, unidos!

Não se prenda a termos e idéias antigas, estamos criando uma nova linguagem. Aja e deixe agir! Faça parte da História e não apenas assista.

Respeite os ideais políticos de cada um, ainda que você não se reconheça, nesse momento, em nenhum deles. Ser apartidário é diferente de ser antipartidário. Todos os partidos políticos fazem parte deste movimento. São todos foco da nossa indignação. Não há que se falar em direita, esquerda, em partido X ou Y. Todos eles estão hoje corrompidos, permeados por denúncias de corrupção ou por permitirem que se pratique a corrupção. É contra esse sistema que permite que isso continue a acontecer, que temos que voltar nossa indignação.

Essa manifestação não tem um foco, não tem um centro. Sua estrutura é mais horizontal. É um fenômeno moderno, com uma força transformadora jamais vista em qualquer movimento político no Brasil. Pode ter começado com um estopim (os tais 20 centavos), mas o movimento se transformou em algo maior, e as reais questões vão aparecendo e ganhando cada vez mais relevo. Segurança, saúde, educação, inflação, corrupção, impunidade…

Chega um momento em que temos que caminhar adiante, mesmo com a incerteza de onde vamos parar.

Abrace o momento. A História é agora. Faça parte. Posicione-se. Mude. Parta pra luta. Não torça contra. Vem pra rua! 

protestomaterno

OBS: Em tempo, não posso deixar de falar sobre uma iniciativa ótima, o #ProtestoMaterno, mães unidas por Brasil melhor.

“O Protesto Materno surgiu da vontade de mães fazerem algo pelo país, já que nem todas podem ir para as ruas com o seu filhote. O movimento começou com a adesão de mães blogueiras (mais de 150), que postam em seus blogs nessa sexta-feira suas visões e opiniões sobre o movimento legítimo e democrático que toma conta das cidades! < Exatamente o que estamos fazendo!!> O protesto reúne outras centenas de mães conectadas – que já estão divulgando o manifesto virtual via redes sociais – e as que decidiram levar essa união materna de volta para as ruas.

O intuito é engrossar as manifestações pacíficas que estão acontecendo pelo Brasil, apoiando mudanças além dos 20 centavos e que, sem dúvida, podem fazer da nação verde-amarela um lugar melhor para nossos filhos. Lutamos por educação, saúde, segurança, menos impostos, um basta a corrupção e impunidade.

Nem precisa ser mãe para divulgar o banner e a tag #protestomaterno, criados para representar a iniciativa – que pertence a todas as famílias brasileiras! Mas que fique claro; isso não é apenas a circulação de um banner bonitinho; é a união de pessoas realmente preocupadas com o futuro dos filhos!

Já são mais de 150 blogs maternos participantes, com o apoio de movimentos nas ruas de várias cidades. Nesta sexta-feira, às 10 horas da manhã, haverá um twitaço para balançar esse país!

Vem com a gente! Ajude, compartilhando, escrevendo, divulgando os links e acompanhando pela tag #protestomaterno! Também usamos #mudaBrasil #acordabrasil #vemprarua #ogiganteacordou.”

Um excelente final de semana a todos e até semana que vem!

Nós somos, nossos maiores críticos! Parte II

20 jun

Enquanto não sou rica aprendo com os homens o melhor jeito de nos vermos e me acostumo com as maiores mudanças que esta fase está proporcionando ao meu corpo.

Lembram que fiz um post relatando as mudanças do meu corpo por causa da gravidez e de como me sentia, não só eu como nós mulheres somos sempre críticas de nós mesmo! Quem não lembra (clique aqui).

Mulher guarda muito, eu então não esqueço de nada! Nada mesmo! Sempre tem um infeliz que não respeita a sua vontade ou mesmo faz uma crítica/comentário a você, um saco isso!! Eu evito ao máximo fazer um comentário, aliás sempre elogio porque sempre penso que se eu não gosto ou não gostaria de ouvir porque fazer com os outros? Mas infelizmente nem todos são e pensam assim, já os homens que nem se ligam ou esquecem de tudo num piscar, e as mulheres guardam tudo!

Um breve desafabo… já passou! Rs. Na sexta estava conversando com a prima do Eric (marido), Fernanda e me contou que fizeram a versão Dove – Retratos da Verdadeira Beleza para os Homens, lógico que não é uma propaganda e sim uma paródia para a propaganda das mulheres, mesmo assim amei e não duvido nada que eles se achem bem mais bonitos que nós mulheres!!! Rs. A gente adora um defeitinho, só reparar quando tiram uma foto de nós, em um segundo de visualização já olhamos nosso cabelo, nariz, braço, barriga e pedimos para tirar outra para ver se fica melhor!

No video que mostro a seguir, sobre os auto retratos dos homens, no final, diz que os Homens são mais feios do que pensam, mas eu super concordo com eles, alto estima é tudo na vida! Se achem lindos/as, quando estamos bem e felizes só atraimos coisas boas!

Beijos e bom restinho de semana.

http://www.youtube.com/watch?v=Al0sCfU8nQw

Minha participação no dia 17 de junho de 2013, em São Paulo.

19 jun

Enquanto não sou rica, luto por um país melhor.

O Brasil acordou e se cansou, o povo ta na rua, pedindo por um país melhor.

Acredito que cada um deve fazer a sua parte, então eu fui para a rua, para fazer o meu protesto. Até porque como eu já disse aqui, utilizo transporte publico, não aguento mais a violência (no post da semana passada contei a tentativa de agressão que eu sofri, clique aqui),  e está na hora de muita coisa mudar. Muita gente me criticou por eu ter ido, mas foi a melhor coisa que eu fiz, foi emocionante participar desse momento

Abaixo vou descrever o MEU relato e o que eu vi.

Vesti minha camisa do Brasil e sai de casa por volta das 16hs e peguei o trem, na estação Morumbi em direção ao Largo da Batata, local marcado para iniciar as manifestações. Já no trem eu via a empolgação das pessoas, e via também um transporte publico lotado, pessoas sendo empurradas e literalmente amassadas para caberem no trem. Só crescia a minha vontade de gritar por um país melhor.

Desci na estação Rebouças e segui andando ate o Largo da Batata. Pelo caminho via pessoas carregando cartazes, bandeiras e flores.

Chegando ao Largo da Batata por volta das 17h já havia bastante gente (bastante mesmo) e fiquei bem no começo de onde sairia a passeata. Logo no começo muitas bandeiras de um partido oportunista e gritos para eles abaixarem a bandeira, já que era uma manifestação APARTIDÁRIA, mas ao invés disso eles respodiam que eramos Facistas Ignorantes, Burros e outros insultos. Enfim, deixa eles pra lá que o objetivo era outro.

Vários cartazes, várias flores, instrumentos musicais e todo tipo de pessoa, idosos, jovens, estudantes, trabalhadores, jornalistas.

E a passeata começou rumo a avenida Rebouças. Eu fui bem perto da faixa do Sindicato dos Jornalistas, contra a violência e a favor da liberdade de expressão. Durante a caminhada, todas as pessoas nos prédios na janela, e o povo chamando “Vem pra rua vem contra o aumento”, e a população ia aumentando.

Abaixo a violência

Abaixo a violência

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Fomos caminhando pela Faria Lima e de repente a passeata dividiu-se em 3, virei a direita e entrei na Rebouças, sentido Marginal Pinheiros, e o povo cantando “O povo acordou” “Sem violência” “Vem pra rua contra o aumento” “O povo unido não precisa de partido”, andando pela Rebouças foi o primeiro ponto de arrepiar. As pessoas nos carros e ônibus, todos parados no transito no sentido contrário começou a aplaudir e incentivar os manifestantes. E todos gritavam: “Motorista e cobrador, me diz ai se seu salário aumentou” eles respondiam que “Não” e aplaudiam e incentivavam a manifestação a continuar e todos cantavam “O Povo acordou”  e assim atravessamos a ponte da Marginal Pinheiros, viramos a direita novamente e pronto, a Marginal Pinheiros era nossa.

Para tudo que nesse momento olhei para o lado e disse ao meu  marido, não acredito que estou aqui!

Caminhar no meio da Marginal Pinheiros, em plena segunda-feira, as 18:30 (horário que mostrava um grande relógio) era algo surreal.

A fumaça ao fundo são sinalizadores e não bombas.

A fumaça ao fundo são sinalizadores e não bombas.

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Fomos caminhando em direção a Ponte Estaiada. Foi o unico momento que começou o coro “Sem Vandalismo”,  um sujeito atoa pichava uma ponte, mas parou na hora, por vergonha eu acho. E a passeata continuou. Foi o único gesto de vandalismo que eu vi.

Fomos em direção a ponte bem em frente a um shopping da Marginal Pinheiros, aonde só entram carros, fomos avisados que o Congresso havia sido tomado por manifestantes. A galera vibrava e gritava “O povo acordou, o congresso é nosso”.

Ainda estava um pouco longe da ponte e consegui ter uma noção de multidão que acompanhava. Quando os helicópteros que acompanhavam a gente iluminaram a Marginal, pude ver a quantidade de pessoas que já haviam subido a ponte e o quanto ainda faltava subir, era de arrepiar.

Subimos a ponte lentamente, e quando eu estava lá em cima já iniciando a descida, o momento mais arrepiante, todo mundo sentou, inclusive os únicos 6 policiais que acompanhavam nossa caminhada, e começamos a cantar o hino nacional, só de lembrar eu me arrepio toda.

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Descemos a Estaiada e meu marido e eu decidimos ir até a Berrini encontrar os amigos dele que foram para o outro grupo da manifestação (pelo o que eu entendi existiam 3 grupos, nós, os que foram pela Faria Lima e os que foram para a Paulista), fomos para a Berrini e a galera indo em frente á uma emissora de TV muito famosa e poderosa no país para protestar.

Uma galera mais ativa decidiu ir até o Palácio do Governo, mas nós decidimos ir até a porta da emissora, até porque aquele partido oportunista que eu citei estava muito animado para ir pro Palacio do Bandeirantes.

Fomos para a Berrini e lá ficamos por quase uma hora, e não parava de chegar gente, eram muitas pessoas, todas na paz, em busca de um país melhor.

Voltamos para casa andando, todo aquele povo na rua era emocionante de se ver.

Voltando para casa, bem na quadra da emissora de TV, vi policiais ganharem flores de manifestantes, pena que já havia acabado a bateria do celular e não consegui tirar fotos desse momento.

Andando na Avenida Roque Petroni, próximo ao shopping Morumbi tive uma dimensão do transito e do impacto da manifestação na cidade, mas só chegando em casa e assistindo aos telejornais é que eu vi o impacto e foi ainda mais emocionante ter participado disso tudo.

Em nenhum momento vi violêcia, inclusive o povo gritava “Que coincidência, sem a policia não tem violência!”, não vi nem pessoas bebendo, brigando, nada, só vi quase 100 mil pessoas protestando por um Brasil Melhor, vi jovens, vi idosos, vi médicos que estavam lá só para ajudar os feridos (mas não teve nenhum ferido), vi gente do bem, gente que quer um Brasil melhor.

No dia 18 não consegui ir (triste), mas vou continuar indo às ruas e tentando fazer de tudo para viver em um país melhor!!

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