Arquivo | fevereiro, 2014

Mãe, lembra da Fulana?

28 fev

Enquanto não sou rica, aprendo a valorizar o que realmente importa.

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— Mãe, lembra da Fulana?
— Fulana? Não…
— A Fulana, mãe. Do colégio!
— Ahhhh, claro que eu lembro!
— Ela me achou no Face!
— Juraaaa? E como ela tá? E a família? Casou? Mudou? Ela tá na igreja? Tá fazendo o quê?

Juramos que nos ligaríamos.

Não importava o que acontecesse, seríamos para sempre amigas, muito antes do conceito “amigas para sempre” virar moda.

Entre lágrimas, cartinhas e dedicatórias escritas no uniforme da escola no último dia de aula, dissemos “até breve” e fomos atrás dos nossos sonhos.

A vida nos levou por caminhos diferentes a lugares semelhantes.

E agora, 15 anos depois, a vida — ou o Zuckenberg — nos reaproximou.

— Vamos nos encontrar!
— Vamos apresentar nossos bebês.
— Quem sabe eles serão tão amigos como nós fomos?
— Fomos não. Somos!

Estivemos longe, mas somos amigas para sempre, lembra? E “para sempre” é para sempre.

•••

Dedicado com muito amor à minha querida amiga Jenifer, a “Fulana”.

O elefante branco do parquinho

25 fev

Enquanto não sou rica, divago por aqui mesmo…

elefante branco

Todo dia ela acorda de manhã e desce pro parquinho do condomínio, com aquele menino lindo, saudável e educado.

Todo dia “a loira do 71” (analogia à bruxa do 71), com seus vestidos esvoaçantes e seus longos e impecáveis cabelos loiros, desce toda feliz e sorridente, com sua sacola cheia de brinquedos e passa as manhãs a educar, estimular, brincar e entreter seu pequeno. Menino esperto, nunca fica doente. Parece um príncipe. Não faz manha, não desobedece, dorme a noite inteira e, pior, come de tudo! Lá vem o menino com suas frutas e seu iogurte natural…

Enquanto isso, a patrulha materna do condomínio observa, enquanto malha com seus “personals”, com olhos de lince, cada movimento dessa dupla inusitada.

E ela não tem babá, indagam as mães? Ela tem empregada? Quem a ajuda? Esse menino não vai pra escola, não? Ela não trabalha, indagam todos???

Todo dia ela é a única não-babá num grupo grande que se acomoda entre balanços e escorregadores. Destacando-se e divergindo da maioria… E todos se perguntam, como é que ela consegue???

Opa, branco na verdade, é a cor predominante dos adultos do parquinho.

Mas como ela consegue?

Pobre menina (nem tão menina assim, vai), temos que ajuda-la. Você pre-ci-sa precisar de ajuda. Pelo amor… Não aguento mais meu marido falando que a loira do 71 consegue!!

E finalmente, a loira do 71, fragilizada, atordoada, pede ajuda! Ufa, pensam todos. Nem tudo está perdido. Chega desse “tapa na cara” de perfeição todos os dias assombrando nossas manhãs (e algumas tardes também). Finalmente ela vai dar o braço a torcer.

E a ajuda vem de prontidão. Logo muitos se ofereceram para ajuda-la a encontrar uma babá, o mais rápido possível, de preferência.

E ela (a loira do 71) disse ao povo que fica! Com a babá!

Um sentimento de alívio paira no ar…

Todo dia ela desce de manhã, descabelada, com as unhas por fazer e a cabeça a mil, pensando no que tem pra fazer no dia e em como fazer em tão pouco tempo. Olheiras e roupas amassadas já são rotina.

Todo dia ela, tão perfeita em seus ideais, mas tão acima do peso porque não encontra tempo nem pra fazer trinta minutos de esteira, luta para que seu casamento não desmorone, por conta dos percalços do dia-a-dia, da falta de paciência, da falta de tempo, da falta de intimidade, da falta de “voltar a ser um casal e não tão somente papai-mamãe”. Todo dia é essa luta.

Todo dia ela educa seu filho birrento a comer melhor, a se portar melhor nos momentos de frustrações, corre pra dar banho, cortar a unha do pé, escovar os dentes dessa criança. Todo dia…

Todo dia ela pensa num mundo melhor, em pessoas melhores. Em solidariedade…

Ah, e (quase) todo dia ela sai pra trabalhar, na correria típica de quem é procrastinadora e mãe (palavras que não deveriam nunca andar juntas), tentando se virar com a comida do filho, o pijama, com a falta de ajuda e com o horário incomum de trabalho.

Todo dia ela acorda de manhã e tenta ser melhor. Espera um dia melhor também. Todo dia ela pensa em como é apaixonada pelo seu filho e em todas as culpas, as dores e os medos que sente.

Todo dia ela se sente um elefante branco no parquinho, deslocada da maioria, por vezes incompreendida. Destoando. Muitas vezes não acolhida por seus pares. Talvez, não saibam eles, a luta interna e externa de todos os dias. Porque ela não é melhor ou pior do que ninguém. Porque ela é só diferente. E o diferente, às vezes, incomoda…

(este é um texto fictício. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência)

Beijos a todos,

Nádia.

Doação de Leite Materno

21 fev

Enquanto não sou rica e não tenho uma fábrica de leite materno tirei bastante leite para o sustento da minha filha. Como tenho bastante pensei em doá-lo ou fazer um bolo para dar de presente!! Rs. Infelizmente o leite que já tirei não poderei doá-lo e no freezer dura apenas por 15 dias, existem pesquisas e alguns pediatras que até deixam por mais tempo, mas ainda confio nos 15 dias.

Para chegar essa conclusão de doação fiz uma pesquisa como poderia doá-lo. Se você tiver excesso de produção de leite, e quiser doá-lo, procure o banco de leite mais próximo de sua residência. (clique aqui).

Lembrando que não podem ser doadoras: portadora de doença infecto contagiosa (como hepatite e AIDS); usuária de álcool ou outras drogas; fumante; uso de medicamentos consulte o BLH.

Algumas cidades fazem parceria com o Corpo de Bombeiros, para que o leite ordenhado seja recolhido na casa das doadoras.

O leite doado vai para o banco de leite, onde sofre um processo de pasteurização e é destinado a bebês prematuros ou que estejam internados em centros de tratamento intensivo neonatal.

O leite retirado recomenda-se que a ordenha seja manual (o meu foi com bomba elétrica, muito cansativo!), para que haja menos chance de contaminação. A coleta pode ser feita no próprio banco de leite ou em casa — dependendo do caso, alguém buscará o leite uma vez por semana. São necessários alguns cuidados especiais durante a ordenha, como:

  • Usar lenço ou touca de banho nos cabelos na hora da coleta
  • Usar máscara ou uma fralda de pano no rosto
  • Evitar conversar durante a ordenha
  • Lavar as mãos e o antebraços com água e sabão, até os cotovelos; manter as unhas curtas e limpas
  • Desprezar os primeiros jatos de leite (cerca de 1 ml)
  • Usar recipiente esterilizado, de boca larga, para recolher o leite
  • Guardar o leite coletado imediatamente no congelador
  • Não encher demais o recipiente
Quando a Luisa nasceu eu tirava leite para ela no banco de leite do hospital e mães de bebês prematuros sabem muito bem essa rotina, a gente não para nunca!!
Na Rede Brasileira de Banco de Leite Humano tem mais algumas indicações que tem que seguir, clique aqui. Tem alguns lugares que se informar que quer doar já disponibilizam o pote de vidro para você.
Beijos e até mais!!
Talita
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