Archive | Desabafos RSS feed for this section

Alergia alimentar é coisa séria! #poenorotulo

14 mar

Enquanto não sou rica e não sou dona de um jornal, uso o blog para divulgar uma campanha super importante!

Descobrimos recentemente que o Lucas tem uma alergia alimentar. Ainda não sabemos exatamente a qual alimento, embora a grande maioria dos casos seja de alergia à proteína do leite de vaca. É a famosa APLV.

Diferente da intolerância à lactose, que é a dificuldade de sintetizar o açúcar do leite, mais comuns em adultos,  a alergia à proteína do leite de vaca é relativamente comum em bebês (estima-se que 1 a cada 20 sejam alérgicos) e normalmente passa antes da criança chegar à vida adulta (a maior parte entre 1 e 2 anos de idade).

A criança alérgica tem que fazer uma dieta rigorosíssima para evitar que o alérgico tenha uma reação – que vai de desconforto gastrointestinal até o fechamento da glote, o que pode levar à morte! É por isso que a alergia alimentar é seríssima! Dependendo do nível de sensibilidade do alérgico, simples traços de alimentos alergênicos podem desencadear reações muito graves.

Como o Lucas mama exclusivamente leite materno, sou eu que tenho que fazer a dieta por ele. Tendo em vista que não sabemos ainda com certeza qual ou quais alimentos causam reação em seu organismo, eu tive que cortar todos os principais grupos de alérgenos da minha alimentação. Isso significa excluir completamente qualquer traço de leite ou derivados, ovo, trigo, peixe, crustáceos, amendoim, oleaginosas ou soja. Nem o produto em si, nem seus derivados, nem alimentos que sejam preparados ou servidos com utensílios compartilhados com esses alimentos podem entrar em nada do que eu como. Pode iogurte? Não. Pão de queijo? Não. Bolo? Não. E batata frita? Pode, mas o óleo não pode ser de soja e não pode ter fritado coxinha antes. E bife? Pode, mas a chapa não pode ter tido contato com queijo antes. É bem rígido.

É claro que é uma alimentação bem restrita, feita com acompanhamento médico, exige suplemento de vitaminas e minerais etc. Não posso comer fora de casa, só a comida que eu mesma preparo, em utensílios que comprei novos, pois os anteriores já tinham tido contato com os alimentos proibidos.

E como se já não fosse suficientemente difícil, faltam informações claras nos rótulos das embalagens dos produtos. E aí a coisa complica de vez. Eu posso comer aveia, mas de uma marca específica, que não utiliza a mesma linha de produção para fazer farinha de trigo nem nada com ovo, leite etc. Quando a máquina de chocolate ao leite faz o chocolate sem leite, resquícios de leite com certeza estarão presentes no chocolate supostamente seguro, mesmo com a higienização adequada da linha de produção. É a chamada contaminação cruzada.

O problema é que não há nada que obrigue as empresas a colocar nos rótulos de seus produtos essa informação. Isso exige que a pessoa ligue no SAC dessas empresas para checar se o processo de produção daquele alimento garante que ele não possui qualquer traço de alergênicos. Além de trabalhoso, esse processo não é 100% seguro, porque muitas vezes as informações passadas pelos SACs não estão corretas. Mesmo quando estão, a fábrica pode mudar a qualquer momento e um produto que antes era seguro pode passar a causar reações em crianças sensíveis.  E vamos combinar que é impraticável ligar para cada empresa de cada produto que consumimos a cada vez que vamos consumi-lo, certo? Mas muitas mães acabam tendo que fazer isso. É uma rotina extenuante.

Para mudar esse cenário, um grupo de mães se uniu na internet para criar uma campanha que faça as empresas adotarem rótulos mais claros, completos e precisos em relação aos ingredientes e possíveis alergênicos que eles contém. É a campanha “Põe no rótulo”.

A página no Facebook já conta com mais de 17 mil seguidores e apoio de diversas personalidades. A intenção é sensibilizar a imprensa, a classe política e a opinião pública para que as empresas de alimentos adequem seus rótulos. Seja por força de lei, seja de forma voluntária, o importante é que 100% dos alimentos que consumimos esteja adequadamente identificado. Isso não é importante só para alérgicos, mas também para diabéticos, celíacos, hipertensos e para todos que querem adotar uma alimentação saudável e segura.

Saber exatamente o que você está comendo é seu direito, divulgue esta campanha!

O elefante branco do parquinho

25 fev

Enquanto não sou rica, divago por aqui mesmo…

elefante branco

Todo dia ela acorda de manhã e desce pro parquinho do condomínio, com aquele menino lindo, saudável e educado.

Todo dia “a loira do 71” (analogia à bruxa do 71), com seus vestidos esvoaçantes e seus longos e impecáveis cabelos loiros, desce toda feliz e sorridente, com sua sacola cheia de brinquedos e passa as manhãs a educar, estimular, brincar e entreter seu pequeno. Menino esperto, nunca fica doente. Parece um príncipe. Não faz manha, não desobedece, dorme a noite inteira e, pior, come de tudo! Lá vem o menino com suas frutas e seu iogurte natural…

Enquanto isso, a patrulha materna do condomínio observa, enquanto malha com seus “personals”, com olhos de lince, cada movimento dessa dupla inusitada.

E ela não tem babá, indagam as mães? Ela tem empregada? Quem a ajuda? Esse menino não vai pra escola, não? Ela não trabalha, indagam todos???

Todo dia ela é a única não-babá num grupo grande que se acomoda entre balanços e escorregadores. Destacando-se e divergindo da maioria… E todos se perguntam, como é que ela consegue???

Opa, branco na verdade, é a cor predominante dos adultos do parquinho.

Mas como ela consegue?

Pobre menina (nem tão menina assim, vai), temos que ajuda-la. Você pre-ci-sa precisar de ajuda. Pelo amor… Não aguento mais meu marido falando que a loira do 71 consegue!!

E finalmente, a loira do 71, fragilizada, atordoada, pede ajuda! Ufa, pensam todos. Nem tudo está perdido. Chega desse “tapa na cara” de perfeição todos os dias assombrando nossas manhãs (e algumas tardes também). Finalmente ela vai dar o braço a torcer.

E a ajuda vem de prontidão. Logo muitos se ofereceram para ajuda-la a encontrar uma babá, o mais rápido possível, de preferência.

E ela (a loira do 71) disse ao povo que fica! Com a babá!

Um sentimento de alívio paira no ar…

Todo dia ela desce de manhã, descabelada, com as unhas por fazer e a cabeça a mil, pensando no que tem pra fazer no dia e em como fazer em tão pouco tempo. Olheiras e roupas amassadas já são rotina.

Todo dia ela, tão perfeita em seus ideais, mas tão acima do peso porque não encontra tempo nem pra fazer trinta minutos de esteira, luta para que seu casamento não desmorone, por conta dos percalços do dia-a-dia, da falta de paciência, da falta de tempo, da falta de intimidade, da falta de “voltar a ser um casal e não tão somente papai-mamãe”. Todo dia é essa luta.

Todo dia ela educa seu filho birrento a comer melhor, a se portar melhor nos momentos de frustrações, corre pra dar banho, cortar a unha do pé, escovar os dentes dessa criança. Todo dia…

Todo dia ela pensa num mundo melhor, em pessoas melhores. Em solidariedade…

Ah, e (quase) todo dia ela sai pra trabalhar, na correria típica de quem é procrastinadora e mãe (palavras que não deveriam nunca andar juntas), tentando se virar com a comida do filho, o pijama, com a falta de ajuda e com o horário incomum de trabalho.

Todo dia ela acorda de manhã e tenta ser melhor. Espera um dia melhor também. Todo dia ela pensa em como é apaixonada pelo seu filho e em todas as culpas, as dores e os medos que sente.

Todo dia ela se sente um elefante branco no parquinho, deslocada da maioria, por vezes incompreendida. Destoando. Muitas vezes não acolhida por seus pares. Talvez, não saibam eles, a luta interna e externa de todos os dias. Porque ela não é melhor ou pior do que ninguém. Porque ela é só diferente. E o diferente, às vezes, incomoda…

(este é um texto fictício. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência)

Beijos a todos,

Nádia.

Minha mudança chegou!!!

4 dez

Enquanto não sou rica e não pude construir minha casa em 3 meses, demorei um bocado!!

Finalmente chegou o dia e me mudei!! Sim minha “famosa” casa ficou pronta. Terminamos, mas sempre tem algumas coisas que achamos que faríamos novamente e outras não! Isso vou deixar para o próximo post quando eu tiver mais tempo de casa no que eu faria de novo e o que eu não faria!!

Em off para o marido não ficar triste mas eu já tenho umas obrinhas que gostaria de fazer!!! Rs

A mudança de uma casa para outra foi um tanto trabalhosa porque foi eu e o marido que fizemos. Contamos com a ajuda da minha mãe e da minha sogra em busca por caixas para nos empacotarmos. Começamos quando eu estava gravida, porém como eu não podia fazer esforço, eu só embrulhava!!

Colocamos tudo em caixas de papelão as coisas de cozinha e sala. Roupas e coisinhas de banheiro colocamos em caixas de plástico branco e levamos tudo para a casa em nossos carros! O máximo que pudemos.

Os móveis grandes e eletrodomésticos tipo fogão, geladeira e maquina de lavar contratamos um caminhão para levar. E economizamos bastante porque eles cobram por tudo.

Não fomos muito organizados. Quando estava gravida, acabei não escrevendo nas caixas o que tinha, só depois que a Luisa nasceu que eu pensei nisso. Agora não sei onde esta nada. Mas também não tenho muitos móveis para colocar, acho que tudo vai ficar um bom tempo encaixotado.

Estava com um pouco de receio da mudança. Porque fui muito feliz na casa onde eu morava. Uma nova fase da minha vida esta por vir e as vezes é muito bom mudanças nas nossas vidas. Que ela seja bem vinda!

Beijos
Talita

%d blogueiros gostam disto: