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Publicidade Dirigida a Crianças

9 abr

Enquanto não sou rica esperamos arduamente o veto a publicidade dirigida a crianças podendo exercer uma influência na personalidade dos nossos pequenos.

No dia 13 de março saiu no Diário Oficial da União a consideração abusiva a publicidade dirigida a crianças. “A prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à crianças com intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço” é abusiva e, portanto, ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor.

A publicidade mostra sua face mais cruel quando se pensa nas crianças e adolescentes que não podem ter, efetivamente, acesso às mercadorias anunciadas. A publicidade diz às crianças e adolescentes que elas precisam consumir para se impor socialmente.

Os danos causados ao desenvolvimento infantil são aguçados para meninos e meninas em situação permanente de vulnerabilidade, pela privação de acesso aos objetos desejados.

A resolução lista os seguintes aspectos que caracterizam a abusividade:

–       linguagem infantil, efeitos especiais e excessos de cores;

–       trilhas sonoras de músicas infantis ou cantadas por vozes de criança;

–       representação de criança;

–       pessoas ou celebridades com apelo ao público infantil;

–       personagens ou apresentadores infantis;

–       desenho animado ou de animação;

–       bonecos ou similares;

–       promoção com distribuição de prêmios ou de brindes colecionáveis ou com apelos ao público infantil;

–       promoção com competições ou jogos com apelo ao público infantil.

Foi um ganho muito importante para a formação de nossas crianças. Assim poderemos criar seres humanos sem a influência de uma publicidade e a influência do consumismo.

Bom para refletir os nossos atos com os nossos filhos.

Beijos e boa semana.

Talita

 

Com ou sem prazer? Com muito prazer, por favor!

24 mar

Enquanto não sou rica e não tenho todo dia faxineira, babá, cozinheira, motorista, tutora, recreadora, etc. acabei ficando sem tempo, sem cabeça, sem assunto e dando uma sumida… Mas agora, chega de mimimi! Vou retomar com vocês um assunto que já abordei aqui: educação escolar.

Passadas as provas mensais da minha filha e com a chegada das provas bimestrais e algumas outras questões que fui percebendo nesse início de ano letivo, aquele incômodo que eu estava sentindo quando escrevi esse post voltou com tudo! E voltei a pesquisar alguns outros métodos de ensino – além da desescolarização que já mostrei pra vocês – que saem da caixa em que o método tradicional nos coloca.

Aqui em casa geralmente quando quero abordar alguma coisa sobre a criação das nossas filhas que fuja ao senso comum, dou uma pesquisada e compartilho alguns textos com meu marido pra gente poder discutir o assunto. Nossa conversa ainda não engrenou como eu gostaria, ele é bem tradicional pra algumas coisas… Então vim aqui compartilhar com ele e com todos vocês um texto muito bacana da Renata Penna (do blog Mamíferas, que tem muitas e muitas leituras que valem muito a pena) que bateu lá no fundo do coração. Faço minhas as palavras dela (clique no link pra ler o texto completo):

“Eu quero que minhas filhas gostem de ir à escola, sim. Porque aprender é uma maravilha, é divertido, é interessante, é prazeroso – ou pelo menos pode ser. Deveria ser.

(…)

Criança não tem que gostar de estudar?? Mas é claro que tem! Ou pelo menos pode, e vai ser bem mais bacana se for assim. Se puderem lhe fazer perceber que estudar e aprender não é castigo, é privilégio. Que ter diante de si um mundo de conhecimento e possibilidades esperando desvendamento e investigação é de uma maravilha e uma felicidade comparáveis a poucas outras, ao longo da vida.”

E deixo aqui novamente a pergunta que fiz há mais de 2 meses atrás e que pra mim, continua sem resposta:

“Qual é a real necessidade de aprendermos um monte de coisas pelas quais não nos interessamos e para as quais não temos a menor habilidade e deixarmos de lado outras tantas que nos encantam, como desenhar ou tocar algum instrumento, pra poder dedicar todo o tempo a aprender as primeiras só porque fazem parte do currículo escolar tradicional? Pra passar no vestibular? Jura?”

Um beijo, uma boa semana e boas reflexões pra vocês!

Alergia alimentar é coisa séria! #poenorotulo

14 mar

Enquanto não sou rica e não sou dona de um jornal, uso o blog para divulgar uma campanha super importante!

Descobrimos recentemente que o Lucas tem uma alergia alimentar. Ainda não sabemos exatamente a qual alimento, embora a grande maioria dos casos seja de alergia à proteína do leite de vaca. É a famosa APLV.

Diferente da intolerância à lactose, que é a dificuldade de sintetizar o açúcar do leite, mais comuns em adultos,  a alergia à proteína do leite de vaca é relativamente comum em bebês (estima-se que 1 a cada 20 sejam alérgicos) e normalmente passa antes da criança chegar à vida adulta (a maior parte entre 1 e 2 anos de idade).

A criança alérgica tem que fazer uma dieta rigorosíssima para evitar que o alérgico tenha uma reação – que vai de desconforto gastrointestinal até o fechamento da glote, o que pode levar à morte! É por isso que a alergia alimentar é seríssima! Dependendo do nível de sensibilidade do alérgico, simples traços de alimentos alergênicos podem desencadear reações muito graves.

Como o Lucas mama exclusivamente leite materno, sou eu que tenho que fazer a dieta por ele. Tendo em vista que não sabemos ainda com certeza qual ou quais alimentos causam reação em seu organismo, eu tive que cortar todos os principais grupos de alérgenos da minha alimentação. Isso significa excluir completamente qualquer traço de leite ou derivados, ovo, trigo, peixe, crustáceos, amendoim, oleaginosas ou soja. Nem o produto em si, nem seus derivados, nem alimentos que sejam preparados ou servidos com utensílios compartilhados com esses alimentos podem entrar em nada do que eu como. Pode iogurte? Não. Pão de queijo? Não. Bolo? Não. E batata frita? Pode, mas o óleo não pode ser de soja e não pode ter fritado coxinha antes. E bife? Pode, mas a chapa não pode ter tido contato com queijo antes. É bem rígido.

É claro que é uma alimentação bem restrita, feita com acompanhamento médico, exige suplemento de vitaminas e minerais etc. Não posso comer fora de casa, só a comida que eu mesma preparo, em utensílios que comprei novos, pois os anteriores já tinham tido contato com os alimentos proibidos.

E como se já não fosse suficientemente difícil, faltam informações claras nos rótulos das embalagens dos produtos. E aí a coisa complica de vez. Eu posso comer aveia, mas de uma marca específica, que não utiliza a mesma linha de produção para fazer farinha de trigo nem nada com ovo, leite etc. Quando a máquina de chocolate ao leite faz o chocolate sem leite, resquícios de leite com certeza estarão presentes no chocolate supostamente seguro, mesmo com a higienização adequada da linha de produção. É a chamada contaminação cruzada.

O problema é que não há nada que obrigue as empresas a colocar nos rótulos de seus produtos essa informação. Isso exige que a pessoa ligue no SAC dessas empresas para checar se o processo de produção daquele alimento garante que ele não possui qualquer traço de alergênicos. Além de trabalhoso, esse processo não é 100% seguro, porque muitas vezes as informações passadas pelos SACs não estão corretas. Mesmo quando estão, a fábrica pode mudar a qualquer momento e um produto que antes era seguro pode passar a causar reações em crianças sensíveis.  E vamos combinar que é impraticável ligar para cada empresa de cada produto que consumimos a cada vez que vamos consumi-lo, certo? Mas muitas mães acabam tendo que fazer isso. É uma rotina extenuante.

Para mudar esse cenário, um grupo de mães se uniu na internet para criar uma campanha que faça as empresas adotarem rótulos mais claros, completos e precisos em relação aos ingredientes e possíveis alergênicos que eles contém. É a campanha “Põe no rótulo”.

A página no Facebook já conta com mais de 17 mil seguidores e apoio de diversas personalidades. A intenção é sensibilizar a imprensa, a classe política e a opinião pública para que as empresas de alimentos adequem seus rótulos. Seja por força de lei, seja de forma voluntária, o importante é que 100% dos alimentos que consumimos esteja adequadamente identificado. Isso não é importante só para alérgicos, mas também para diabéticos, celíacos, hipertensos e para todos que querem adotar uma alimentação saudável e segura.

Saber exatamente o que você está comendo é seu direito, divulgue esta campanha!

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